A vida neste inicio de século XXI não é brincadeira, estamos no meio da revolução tecnológica, onde somos capazes de ter contatos cotidianos com alguém do outro lado do planeta via internet, mas não sabemos quem é o nosso vizinho. Aliás, para uma grande parte das pessoas a grande vantagem destes contatos virtuais é exatamente a de não encontrar com seu interlocutor no elevador.
O telefone celular, a mídia globalizada, o capital internacionalizado e outras novas realidades, passaram a compor nossas vidas, nos últimos dez ou quinze anos, provocando novas formas de ver e se ver no mundo e algumas vezes pode trazer a sensação de que tudo muda a toda hora sem controle ou direção.
Será que nos tornamos passageiros de nossas vidas, escravos do “grande irmão” que a toda hora é capaz de nos ligar ao celular e saber onde estamos, com quem estamos e que pretendemos fazer a noite?
Hoje vivemos num mundo em que uma picaretagem no mercado imobiliário em New York, pode determinar o preço do leite que vamos comprar pela manhã, numa padaria em Casa Caiada. Como diria Antônio Conselheiro, - É o fim do mundo!!!!!!
Os distúrbios comportamentais, como a ansiedade, depressão, bipolaridade e outros vários, encontram campos férteis nas cabeças em continuo processo de adaptação forçada às novas atualidades.
O mundo não para, mas nunca parou. O tempo não para, mas nunca parou. O problema parece ser a pressa com que tudo vem ocorrendo ultimamente. Passamos da lentidão de uma máquina a vapor do século IXX, para a velocidade do avião no século XX que está culminando em uma pressa de relâmpago neste novo século.
A pressa que é o rápido sem controle, e a velocidade, como ato consciente de rapidez, devem ser controladas a bem da espécie humana.
Olinda possui o mágico dom de ser lugar onde o tempo parecer correr menos, onde as coisas são realizadas no seu devido tempo, aos poucos, devagar.
Muitos detestam esta característica da velha cidade, sentenciando seu desenvolvimento ao atraso, pois não acompanha a pressa de outros lugares, pois tempo é dinheiro e quanto mais rápido se anda, mais cedo se chega. Mas se chega onde? e de que forma?
Será que Olinda ainda possui o direito de ser Olinda? O direito de colocar uma sandália e subir bem devagar suas ladeiras? Será que Olinda pode ensinar que não se sobe ladeira correndo, pois se cansa rápido e que às vezes a pressa não permite se chegar lá em cima?
O telefone celular, a mídia globalizada, o capital internacionalizado e outras novas realidades, passaram a compor nossas vidas, nos últimos dez ou quinze anos, provocando novas formas de ver e se ver no mundo e algumas vezes pode trazer a sensação de que tudo muda a toda hora sem controle ou direção.
Será que nos tornamos passageiros de nossas vidas, escravos do “grande irmão” que a toda hora é capaz de nos ligar ao celular e saber onde estamos, com quem estamos e que pretendemos fazer a noite?
Hoje vivemos num mundo em que uma picaretagem no mercado imobiliário em New York, pode determinar o preço do leite que vamos comprar pela manhã, numa padaria em Casa Caiada. Como diria Antônio Conselheiro, - É o fim do mundo!!!!!!
Os distúrbios comportamentais, como a ansiedade, depressão, bipolaridade e outros vários, encontram campos férteis nas cabeças em continuo processo de adaptação forçada às novas atualidades.
O mundo não para, mas nunca parou. O tempo não para, mas nunca parou. O problema parece ser a pressa com que tudo vem ocorrendo ultimamente. Passamos da lentidão de uma máquina a vapor do século IXX, para a velocidade do avião no século XX que está culminando em uma pressa de relâmpago neste novo século.
A pressa que é o rápido sem controle, e a velocidade, como ato consciente de rapidez, devem ser controladas a bem da espécie humana.
Olinda possui o mágico dom de ser lugar onde o tempo parecer correr menos, onde as coisas são realizadas no seu devido tempo, aos poucos, devagar.
Muitos detestam esta característica da velha cidade, sentenciando seu desenvolvimento ao atraso, pois não acompanha a pressa de outros lugares, pois tempo é dinheiro e quanto mais rápido se anda, mais cedo se chega. Mas se chega onde? e de que forma?
Será que Olinda ainda possui o direito de ser Olinda? O direito de colocar uma sandália e subir bem devagar suas ladeiras? Será que Olinda pode ensinar que não se sobe ladeira correndo, pois se cansa rápido e que às vezes a pressa não permite se chegar lá em cima?