
Olinda , nos primórdios do Século XVII, era considerada a mais bela e faustuosa cidade das Américas. Na visão do frei Manuel Calado, autor de O Valeroso Lucideno "era Olinda um retrato do terreal paraíso".
A forma de vida de Olinda naquela época, foi marcadamente condenada pela igreja, principalmente quando da Primeira Visitação do Santo Ofício à então Vila (1593-1595), quando se considerou que grande parte da população vivia em "constante pecado".
Neste contexto de luxo e pecado, segundo a visão da igreja católica, uma passagem histórica ganhou conotações míticas, quando o então Comissário do Santo Ofício no Brasil, o frei dominicano Antônio Rosado, alarmado com o que considerava uma decadência dos costumes na rica e faustosa vila de Olinda, profetizou em sermão quaresmal, na Igreja de São Salvador do Mundo:
“Sem mais diferença do que uma só letra, está Olinda chamada por Olanda e por Olanda há de ser abrasada Olinda, onde tanto falta a justiça da terra, não tardará muito a do céu”
Antevisão ou praga de padre, a verdade é que em menos de um ano Olinda era invadida pelos holandeses tendo todo o seu esplendor jogado ao fogo pelos invasores em 1631.
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