sábado, 26 de setembro de 2009

Olíngua


Uma característica marcante da cidade alta da Marin dos Caetés, é a intromissão na vida alheia, como diz a historiadora Aneide Santana, na intimidade Olinda é conhecida como “Olíngua”.

Mas dizendo assim, parece ser pejorativo o “modus vivendi” da cidade.

Na verdade, essa intromissão da rua nas casas olindenses tem variados aspectos positivos, como não está sozinho e sempre contar com a solidariedade da vizinhança.

Na cidade alta é difícil ser depressivo, pois sempre aparece alguém para convidar à uma cerveja no “Cantinho da Sé” ou mesmo na “Bodega de Véio”, verdadeiros consultórios psicoterapêuticos do bom olindense.

Só existe de fato uma grande diferença dos terapeutas freudianos comuns para os terapeutas olindenses de copo, no segundo caso, o analista já conhece, por ouvir falar, toda a história que vai ser dita pelo “paciente”.

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