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sábado, 25 de setembro de 2010

O Forte de São Francisco ou Fortim do Queijo

De acordo com o historiador Vanildo Bezerra, "o Fortim do Queijo era um baluarte de certa envergadura, mas com o passar do tempo tomou o formato de um queijo, vindo daí o seu nome".

Na iminência da segunda das invasões holandesas do Brasil (1630-1654), a sua primitiva fortificação remonta a um reduto de campanha, em faxina e terra, erguido em fins de 1629 por determinação do Superintendente da Guerra da Capitania de Pernambuco Matias de Albuquerque (c. 1590-1647), artilhado com duas peças de bronze, para defesa do ancoradouro de Olinda.
Ocupado por forças holandesas, foi mais tarde ampliado, com planta no formato de um polígono retangular. Voltou a ser reocupado por forças portuguesas quando da reconquista de Olinda.
No início do século XIX foi reconstruído em alvenaria pelo Governador e Capitão-general da Capitania de Pernambuco, Caetano Pinto de Miranda Montenegro (1804-1817), pelo que ficou conhecido por Forte Montenegro.
O forte foi restaurado em 1977 pela Prefeitura Municipal de Olinda, ao final da gestão do prefeito Aredo Sodré da Mota (1973-1977), e encontra-se atualmente em bom estado de conservação, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional desde 1984.

Mas o melhor do Fortim do Queijo é namorar no fim das tardes olindenses.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Parque da Abolição



Aos pés da Igreja do Carmo, até os idos de 1913 existia um pântano que dificultava o percurso dos olindenses entre a descida dos quatro cantos e a beira mar.

Artur Lundgren, ao assumir a Prefeitura de Olinda decidiu aterrar essa área alagada, tendo como referência para as obras (entre 1913 e 1916), uma estátua da liberdade colocada anos antes para comemorar a abolição da escravatura em Olinda, que se deu em 12 de maio de 1888, portanto um dia antes da lei áurea.

Nasce assim o Parque da Abolição, na Avenida Liberdade, com suas Palmeiras Imperiais, Figos, Oitizeiros e Cajaranas, canteiros gramados com flores e tendo ainda, na época, viveiros para peixes e um cercado para um cágado. Destacava-se também uma preguiça que morava em uma gameleira e que fez da praça, na boca do povo ser conhecida pela alcunha de Praça da Preguiça.

Ainda nessa época o Prefeito Artur Lundgren, manda construir com seus próprios recursos o coreto ali existente, como presente a nossa cidade.

Quando passar pelo Parque da Abolição, não esqueça de olhar com cuidado a estátua da liberdade, marco histórico e referência desta parte de Olinda.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Mercado da Ribeira

Entre máscaras, santos, molduras, talhas e todo tipo de artesanato, encontra-se, no Mercado da Ribeira, a mão criativa do olindense.

De arquitetura em estilo colonial portuguesa , O Mercado da Ribeira foi erguido por volta de 1693, originalmente para ser mercado de carne, peixes, farinha e escravos.

Restaurado na década de 70, pelo programa das cidades históricas, tornou-se porta de saída do artesanato da cidade, local de encontro entre a arte e o cliente que levará para sua casa um pedaço de Olinda.